28 de July de 2026

A resposta estava escondida em uma gangorra — e os alunos do Ciclo 2 descobriram como usar esse segredo para construir balanças de verdade.

 

Imagine a cena: uma criança de 30 kg senta numa ponta de uma gangorra. Do outro lado, um adulto de 80 kg. O que acontece? O adulto vai ao chão imediatamente — a não ser que ele se mova. Se ele deslizar para perto do centro, algo muda. A gangorra começa a equilibrar. Em algum ponto, aquela criança consegue, sozinha, manter o adulto no ar.

Isso não é mágica. É física. E tem nome: torque…


Essa ideia não é nova. Arquimedes, o gênio grego que viveu há mais de 2000 anos, teria dito: “Dê-me um ponto de apoio e moverei o mundo.” Ele estava falando exatamente disso: com uma alavanca grande o suficiente, qualquer força pode mover qualquer coisa.

 

Os egípcios já usavam esse princípio em balanças de dois pratos há 5000 anos. Muito depois, em 1670, o matemático francês Gilles de Roberval inventou um modelo diferente, com braços paralelos e pratos suspensos, que permitia colocar os objetos em qualquer posição no prato sem alterar o resultado. O equilíbrio deixou de depender de onde você soltava o peso.


Torque = peso × distância. Quando os dois lados se igualam, a alavanca equilibra.

Foi exatamente isso que os alunos do Ciclo 2 da Escola da Mata colocaram em prática. Divididos em dois grupos, eles construíram com as próprias mãos dois modelos históricos de balança: a de dois pratos clássica e a de Roberval. Usaram ferramentas manuais, tomaram decisões sobre medidas, erraram, ajustaram — e no final entenderam na prática por que o ponto de apoio importa tanto quanto o peso.

Publicado por: Equipe Escola da Mata - Serro / MG

Outros posts recentes:

Compartilhe com sua rede:

Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin